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28/08/2020 | 10h42

Dia Nacional de combate ao fumo alerta sobre mortes causadas pelo tabagismo

É importante falar sobre como o tabagismo altera sua saúde

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O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto, tem como objetivo reforçar as ações nacionais de sensibilização e mobilização da população para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco.

Segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer, INCA, o tabagismo é responsável por mais de 8 milhões de mortes anuais no mundo, com estimados 7 milhões resultados direto do consumo do tabaco; enquanto outras 1,2 milhão de pessoas morrem em decorrência do fumo passivo. 

Só no Brasil, são 157 mil mortes por ano. O custo anual para a saúde pública nacional é de R$ 57 bilhões (contra 13 bilhões em impostos recolhidos pela indústria). Apesar dos avanços na política antitabaco, ainda existem cerca de 20 milhões de fumantes no País.

Segundo o Dr. João Paulo Vendas, Diretor Clínico do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande, “o tabagismo adoece o pulmão e o torna mais suscetível a infecções e tudo que ocorre depois disso torna a condição do paciente muito mais grave, o câncer é um deles, a mortalidade de câncer de pulmão chega a 80% dos pacientes”.

No Mato Grosso do Sul, segundo o INCA, em 2020 a estimativa é de que surjam 460 novos casos de câncer de pulmão, 31,33 novos casos para cada 100 mil habitantes. O paciente com câncer de pulmão tem uma das menores taxas de sobrevida ao diagnosticar a doença, cerca de 20%.

E o tabagismo não é só um dos fatores do câncer de pulmão, outras neoplasias derivadas desse hábito podem ocorrer como cabeça e pescoço, estômago e bexiga. O grande número de mortes se deve ao diagnóstico tardio da doença.

Tabagismo e Covid-19

Fumantes parecem ser mais vulneráveis à infecção pelo novo coronavírus, pois o ato de fumar proporciona constante contato dos dedos (e possivelmente de cigarros contaminados) com os lábios, aumentando a possibilidade da transmissão do vírus para a boca. O uso de produtos que envolvem compartilhamento de bocais para inalar a fumaça — como narguilé (cachimbo d´água) e dispositivos eletrônicos para fumar (cigarros eletrônicos e cigarros de tabaco aquecido) — também pode facilitar a transmissão do novo coronavírus entre seus usuários e para a comunidade.

Além disso, o tabaco causa diferentes tipos de inflamação e prejudica os mecanismos de defesa do organismo. Por esses motivos, os fumantes têm maior risco de infecções por vírus, bactérias e fungos. Os fumantes são acometidos com maior frequência de infecções como sinusites, traqueobronquites, pneumonias e tuberculose. Por isso, é possível dizer que o tabagismo é fator de risco para a Covid-19 e que é um agravante da doença: devido a um possível comprometimento da capacidade pulmonar, o fumante possui mais chances de desenvolver sintomas graves da doença.

Tratamento para quem quer parar de fumar

O Sistema Único de Saúde possui o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), que trata aquelas pessoas que querem parar de fumar, segundo dados do próprio programa, as ações educativas, legislativas e econômicas desenvolvidas no Brasil vêm gerando uma diminuição da aceitação social do tabagismo, fazendo com que um número cada vez maior de pessoas queira parar de fumar, evidenciando a importância de priorizar o tratamento do fumante como uma estratégia fundamental no controle do tabagismo.

O tratamento inclui avaliação clínica, abordagem mínima ou intensiva, individual ou em grupo e, se necessário, terapia medicamentosa juntamente com a abordagem intensiva. Quem fuma sofre de dependência química, ou seja, é alguém que ao tentar deixar de fumar, se defronta com grandes desconfortos físicos e psicológicos que trazem sofrimento, e que pode impor a necessidade de várias tentativas até que finalmente consiga abandonar o tabaco. 

Entender o que acontece com o tabagista e suas tentativas de parar de fumar é fundamental para que se possa ter a real dimensão do problema. 

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