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17/07/2017 | 10h41

Núcleo de Cuidados Paliativos do HCAA comemora 1 ano

Pioneiro no Serviço de Cuidados Paliativos Oncológico em Mato Grosso do Sul, o trabalho conta com especialistas que tratam e transformam a finitude humana em algo a ser vivido de forma plena

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Criado oficialmente em 20 de julho de 2016, o Núcleo de Cuidados Paliativos (NCP) do Hospital de Câncer de Campo Grande- Alfredo Abrão (HCAA) celebra o seu primeiro ano de atividades proporcionando a melhoria na qualidade de vida de pacientes e seus familiares. Uma cerimônia comemorativa foi realizada na última sexta-feira (14/07/17), no Auditório do Hotel Metropolitan. 

O NCP trabalha em consonância com o SAD (Serviço de Atenção Domiciliar), que conta com uma equipe multidisciplinar especializada composta por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, assistente social e fonoaudiólogo que vai até as residência do paciente e realiza periodicamente avaliações, levando todo o tratamento e suporte necessários aos pacientes paliativos em cada fase vivida.

Atualmente há 41 pacientes do HCAA e familiares sendo atendidos pelo serviço, que integra o Programa Melhor em Casa, do Governo Federal.
Neste período, muitas histórias têm sido vividas de maneira mais suave após a intervenção da equipe, que propicia um novo olhar sobre a vida e morte. “O objetivo principal do nosso trabalho é prover o atendimento humanizado, fazendo com que cada paciente e seu cuidador possam receber atenção e cuidados especializados e passem a viver a fase de finitude com maior qualidade, naturalidade e tranquilidade possíveis”, destaca a Chefe do Núcleo de Cuidados Paliativos, Dra. Núbia Morais Carneiro.

Segundo a Coordenadora Técnica do Serviço, Enfª Regina P. Mazzi, “O fato de não ter mais cura não significa que a doença não possa ser tratada, minimizando não só o sofrimento físico, mas o psicológico do paciente e sua família, ampliando o conforto e bem-estar”, ressaltou.

A inclusão de pacientes no serviço pode ser solicitada pelo médico, assistente social, enfermeiro, por profissional da equipe multidisciplinar, pela família ou pelo próprio paciente.

O que são Cuidados Paliativos?

São cuidados especializados diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais. Nas fases iniciais do câncer, o tratamento geralmente é agressivo, com objetivo de cura ou remissão, e isso é compartilhado com o doente e sua família de maneira otimista. Quando a doença já se apresenta em estágio avançado ou evolui para a condição terminal, mesmo durante o tratamento com intenção curativa, a abordagem paliativa deve entrar em cena no manejo dos sintomas de difícil controle e de alguns aspectos psicossociais associados à doença. Na fase terminal, em que o paciente tem pouco tempo de vida, o tratamento paliativo se impõe para, através de seus procedimentos, garantir qualidade de vida.

Os princípios dos cuidados paliativos oncológicos são:

• Fornecer alívio para dor e outros sintomas estressantes como astenia, anorexia, dispnéia e outras emergências oncológicas.
• Reafirmar vida e a morte como processos naturais.
• Integrar os aspectos psicológicos, sociais e espirituais ao aspecto clínico de cuidado do paciente.
• Não apressar ou adiar a morte.
• Oferecer um sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença do paciente, em seu próprio ambiente.
• Oferecer um sistema de suporte para ajudar os pacientes a viverem o mais ativamente possível até sua morte.
• Usar uma abordagem interdisciplinar para acessar necessidades clínicas e psicossociais dos pacientes e suas famílias, incluindo aconselhamento e suporte ao luto.

Critérios de Inclusão

•Condição clínica do paciente;
•Consentimento da família e/ou pessoa enferma;
•Existência de cuidador;
•Se o paciente necessitar de uso contínuo de infusões parenterais como quimioterápicos, transfusões sanguíneas, dentre outras, devem ser avaliadas pela equipe as condições e recursos para prestar o atendimento domiciliar.

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